Os Reis Magos do Oriente – A Estrela de Belém e os Presentes – Ouro Incenso e Mirra

É problemático explicar grandes eventos da fé que trazem acontecimentos espirituais, ilustrados por meio de palavras que descrevem aspectos físicos.  Este é o caso que envolve os homens que ficaram conhecidos nos textos do Novo Testamento, como os (Reis Magos) Sábios do Oriente e a Estrela de Belém.

Muitos estudiosos e intérpretes da Bíblia seguem o entendimento, no sentido de apontar este acontecimento como sendo um fenômeno natural, ou ainda, um misto de naturalidade (a Estrela de Belém seria realmente uma estrela física), com um certo nível de intervenção divina (que teria atuado para posicionar a Estrela física de Belém, no local onde pudesse ser avistada como sinal do nascimento do Messias Rei).

Nesta aula, gostaria de reexaminar esta passagem, partindo de uma nova orientação para o entendimento desse grande milagre. Por isso, não poderia deixar de fazer um questionamento fundamental: Porque ninguém mais conseguiu ver a Estrela de Belém, com exceção dos Sábios/Magos?

Me refiro a esse fato curioso, por que após uma leitura cuidadosa dos acontecimentos relacionados ao Nascimento de Jesus, percebemos que nem os Pastores que estavam no campo, nem José, nem Maria – e nem mesmo um dos possíveis mais interessados neste evento, Herodes – viram aquela “estrela” sobre Belém da Judeia.

É verdade que a astrologia era proibida para os Judeus como uma forma de prever o futuro, ou algum tipo de adivinhação. Entretanto, os Levitas e os Sacerdotes mantinham, sim, uma observação constante do céu, mais especificamente para notar o movimento e as fases da lua, pois o calendário Judaico é baseado nas fases lunares, que servia de base para as datas de seus principais festivais de observância da Lei.

Assim sendo, uma estrela da magnitude da que foi descrita no Evangelho de Mateus, estando localizada logo acima da cidade de Belém, despertaria a atenção das autoridades Judaicas. E se essa “estrela” fosse visível a todos, não seria mais fácil para Herodes ter simplesmente seguido-a, e portanto encontrado menino?

Mas antes de respondermos a essa pergunta, vamos rever também o entendimento majoritário sobre a identidade geográfica e étnica dos Magos/Sábios do Oriente.

 

A maioria dos historiadores concordam que os Magos/Sábios do Oriente seriam astrólogos profissionais. Eles teriam provavelmente vindo da Pérsia ou da Babilônia, que correspondem na atualidade aos países do Irã e Iraque, de forma respectiva.

mapa da babilônia origem dos reis magos Escola de Astronomia na Cidade de Sipar.

A Babilônia, naquele tempo, possuía uma das melhores escolas astronômicas, na cidade de Sippar (indicada por uma seta no mapa acima) e que registrava eventos celestiais, como esse que estamos a discutir neste estudo. Na Pérsia, esses astrólogos teriam uma outra razão para observar o céu, pois a religião daquela região era o zoroastrismo.

Um dado que vale a pena citar, é que uma viagem da Pérsia ou da Babilônia, a pé e/ou com a ajuda de animais, seguindo as muito bem estabelecidas rotas de comércio antigo, levariam mais ou menos o mesmo tempo de aproximadamente quatro meses. Esdras fez esta jornada durante estação da primavera, da Babilônia para Jerusalém (Esdras 7:8-9).

UMA QUESTÃO DE LINGUÍSTICA

Nesta aula, tomo como sugestão, a análise detalhada desta misteriosa passagem, com base na narração do Evangelista Mateus, e me sinto muito confortável para ser socorrido pelas mesmas palavras, mas agora em seu estado mais próximo aos originais manuscritos em Hebraico e Aramaico que estão presentes na Peshitta (o Novo Testamento em Aramaico e Hebraico).

2 1  וְכַאֲשֶׁר נוֹלַד יֵשׁוּעַ בְּבֵית לֶחֶם יְהוּדָה, בִּימֵי הוֹרְדוֹס הַמֶּלֶךְ, בָּאוּ מְגוּשִׁים מִן הַמִּזְרָח לִירוּשָׁלַים, Mateus 2:1

“E, tendo nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do oriente a Jerusalém”, Mateus 2:1

Antes de começar as nossa análise textual e teológica de Mateus 2:1, gostaria de trazer uma informação de real interesse para o nosso estudo. Há em Israel, atualmente, aproximadamente de 6 milhões de Judeus (estimativas de 2012 do Escritório Central de Estatísticas de Israel), enquanto que em 2010 havia mais de 6,5 milhões de Judeus, vivendo nos Estados Unidos, por exemplo.

Ou seja, na atualidade, há mais Judeus morando fora de Israel do que na terra que seria natural para os filhos de Jacó. E o que isso tem a ver com o estudo sobre os magos do Oriente? Esse fenômeno atual vai nos ajudar a “descobrir” a identidade desses personagens tão importantes para o entendimento do Nascimento de Jesus.

Quem eram estes “magos do oriente”? E como eles tomaram conhecimento da expectativa Judaica para o surgimento do Messias de Israel? Eles, no mínimo, foram expostos fortemente às profecias do “Antigo Testamento” nas colônias Judaicas do Oriente. E onde ficaria essa “terra do oriente”?

“Então pôs-se Jacó a caminho e foi à terra do povo do oriente”; Gênesis 29:1

“E o nome do terceiro rio é Tigre; este é o que vai para o lado oriental da Assíria; e o quarto rio é o Eufrates”. Gênesis 2:14

Como podemos ler nos versos acima, Jacó, quando fugiu de Esaú, foi para a Mesopotâmia se refugiar nas terras de seu tio Labão. O Gênesis também chama a Mesopotâmia, a terra entre os rios Tigre e Eufrates, como “lado oriental”. A “terra do oriente” frequentemente representa a Babilônia nos textos Bíblicos, pois ficava na Mesopotâmia e foi um lugar inesquecível para os Hebreus, que foram exilados para aquela cidade, por Nabucodonosor.

E quando os Judeus voltaram do Exílio Babilônico, foi apenas um remanescente que voltou para Jerusalém. A maioria dos Judeus eram prósperos na Babilônia, e escolheram por lá ficar. A população Judaica da Babilônia no tempo de Jesus era estimada em aproximadamente 3 a 4 milhões de Judeus. O próprio Império Romano não possuía muito poder nas Terras do Oriente, o que dava mais liberdade para o estudo da Bíblia pelos Judeus.

Um dos grandes Rabinos de Israel, na época de Jesus, o Rabino Hillel, é dito que ele estudou toda a literatura Judaica (como o Talmude da Babilônia) naquela cidade, antes de viajar para as terras de Israel.

Vale citar também que as primeiras sinagogas, casas de estudo das Escrituras Sagradas, surgiram na Babilônia, durante o tempo em que os Judeus estiveram por lá exilados. Não havia livros como hoje conhecemos. Os livros na sua forma atual são invenção de Gutenberg, inventor da imprensa na idade média. Na época de Jesus e dos “magos do oriente” os “livros” na verdade eram rolos, pergaminhos feitos de couro de animal, pele de ovelhas e carneiros.

Não se andava com vários rolos “pelas ruas”. Eram pesados e desajeitados. E eram, como são hoje, de preço caríssimo. Tinham que contratar escribas profissionais para fazer as cópias dos textos Bíblicos. Tudo ficava muito bem guardado nas sinagogas dos Judeus, e sob o controle dos Rabinos.

Seria improvável que Babilônios pagãos, adoradores de diversas divindades, místicos, tivessem interesse nesses Rolos da Lei de Deus, e certamente não teriam acesso a eles para uma análise da profundidade que se exigiria para entender as profecias Messiânicas, da forma como esses SUPOSTOS “MAGOS” entenderam.

Para se compreender uma profecia ao nível que esses SUPOSTOS MAGOS do oriente compreenderam, ao ponto de afirmarem que “viram a estrela do Rei dos Judeus”, se fazia a necessidade de um estudo completo da Lei Mosaica. E isso era algo que apenas os Rabinos faziam na época, como o Rabino Hillel, citado anteriormente.

E se voltarmos ao texto, em seus manuscritos em Grego, Aramaico e Hebraico, vemos que a palavra “MAGOS” em Mateus 2:1 é o termo Grego “μάγοι” – “magos” (Strong’s: 3097), que significa professores, astrônomos, cientistas, e claro, como havia muitos falsários entre estes homens sábios, a palavra com o tempo foi tomando um conceito pejorativo para “adivinhadores”. Mas na época de Jesus ainda se usava o termo para designar homens sábios, de saber notório.

Essa palavra Grega “magos” também está relacionada com o termo Hebraico “Ravmag” que por sua vez vem da raiz “Rav” – Rabbi – em Português “Rabino”.  Os Rabinos são professores da Lei de Deus. Em Aramaico, a palavra usada em Mateus 2:1 é o termo מגוּשֵׁא “megushe” – “astrônomo”.

Os Rabinos da época, mantinham uma observação constante dos céus, principalmente da lua, pois as fases da lua é que determinavam o calendário Judaico, bem como os dias dos seus principais festivais. Esses “MAGOS DO ORIENTE” não eram pagãos – sem conhecimento das escrituras e da Lei de Deus.

Todas as evidências nos levam a crer que eles eram provavelmente Judeus ou descendentes de Judeus, ou ainda eram homens que tinham um profundo relacionamento com os Judeus que viviam no oriente, na Babilônia, e que eram estudiosos das escrituras e receberam uma revelação da parte de Deus sobre o nascimento do Messias de Israel.

Os Magos/Sábios do Oriente tem um comportamento muito diferente do que se esperaria de pagãos místicos, adorares de divindades demoníacas. Não há evidências em toda a passagem de Mateus, que eles eram praticantes de adivinhações, mágicas ou feitiçarias. O comportamento deles se assemelha com o de justos Judeus, que como muitos que encontraram com Jesus, se ajoelharam diante Dele e o reconheceram como Senhor de suas vidas.

Vale ainda dizer que esses Sábios do Oriente não tiveram nenhum ganho material com suas longas jornadas para encontrar o Messias. Eles mais pareciam representantes ou testemunhas providenciadas por Deus, que vinham de uma grande parte do Povo de Israel, que ainda estava fora da Terra Prometida. De um povo que ainda estava desunido, separado, ainda vivendo no exílio Babilônico.

A ESTRELA DE BELÉM

Como abordamos no início deste estudo Bíblico, há diversas sugestões para explicar a natureza da Estrela que os Homens Magos/Sábios viram. Muitos sugerem que era um fenômeno natural, explicado pela astronomia, como um cometa, por exemplo (o Cometa Halley foi visto no ano 11 Antes de Cristo). Ainda, segundo esta abordagem, poderia ter sido também uma Supernova ou uma conjunção de planetas.

Os estudiosos falam largamente, na possibilidade de ter ocorrido uma não usual conjunção, alinhamento de planetas que ocorreu em 27 de maio de 7 AC (Hughes 1979). Há uma outra teoria, que liga a uma supernova que astrônomos Chineses e Coreanos registraram entre março e abril de 5 AC.

Enquanto que essas sugestões trazem algum tipo de explicação da atividade astral daquele tempo, porém elas não levam em consideração o Modus Operandi, a maneira como “se comporta”, a forma como a Estrela de Belém se move no céu, guiando os Magos/Sábios, e apontando com extrema exatidão, não somente a Vila de Belém, como a casa “onde estava o menino” (Mat. 2:9).

E em segundo lugar, o texto descreve a capacidade que aquela estrela possuía em particular, que era a de aparecer, desaparecer e reaparecer! E mais, ela se movia e direcionava os Sábios em suas jornadas! Isso é algo que certamente uma estrela comum não poderia realizar. É com certeza a descrição de um verdadeiro milagre!

E como também já abordamos no início da aula, o texto de Mateus sugere que somente os Sábios do Oriente conseguiam ver a Estrela (nem os pastores, nem Maria, nem João, nem os Sacerdotes, e nem mesmo Herodes pode ver tal fenômeno nos céus de Belém).

Olhando para o contexto, neste capítulo do livro de Mateus, percebemos também mais uma sugestão, que nasce da ligação deste fenômeno com a direta citação da atividade angelical, envolvida no nascimento de Jesus. Sim, Mateus parece sugerir que aquela Estrela era algum tipo de manifestação angelical.

Um anjo foi enviado aos Magos/Sábios do Oriente, na forma de uma estrela, para anunciar o nascimento do Messias, aquele que iria unir o Povo de Israel e salvar o Mundo.

Os anjos são comumente chamados de estrelas na Bíblia (Jó 38: 7; Dan 8: 10; Apoc. 1: 16, 20; 2: 1; 3: 1; Apocalipse 22: 16; cf. 2: 28; Apoc. 8: 10, 11; 9: 1, Isa 14: 12 – 13). Anjos foram usados para guiar e proteger o povo de Israel, quando estavam em seu caminho para a Terra Prometida (Êxodo 14: 19; 23: 20), e estão presentes por todo o Novo Testamento.

Dale Allison, professor do Seminário Teológico de Exegese do Novo Testamento, em Pittsburgh, Pensilvânia, cita em seus estudos um texto do livro apócrifo Evangelho da Infância, que expande a narrativa de Mateus, que diz, “No mesmo momento, apareceu para eles um anjo na forma de uma estrela que antes os tinha guiado na sua viagem”. Allison conclui, “Isto, eu acredito, apenas revela o que estava implícito em Mateus, a saber, que aquela estrela era um anjo” (Allison 1993, 24).

Esta visão é muito consistente com a proeminência que a ação dos anjos toma lugar em toda narrativa do nascimento e da infância de Jesus:

  1. Anunciando a Maria sobre a concepção do Messias;
  2. Anunciando a José sobre a natureza virginal da concepção de Jesus;
  3. Avisando os Magos/Sábios para não retornar a Herodes;
  4. Avisando a José para fugir com sua família para o Egito; e
  5. Anunciando que eles deveriam voltar para Israel.

Esta passagem sobre a Estrela de Belém está relacionada com a profecia contida no livro de Números 24:17. No episódio em que Balaão é contratado por Balaque, rei dos Moabitas, para amaldiçoar o povo de Israel. Porém desta tentativa frustrada surge uma das mais proeminentes poesias sobre a aparição do Messias.

“uma estrela procederá de Jacó e um cetro subirá de Israel” Números 24:17

Segundo o Rabino Moisés Maimônides, um grande sábio Judeu do século 13, também conhecido como Ramban, que tomando esta profecia da Estrela de Belém, comparou a aparição do próprio Messias ao brilho desta “Estrela de Jacó”:

“O Messias é chamado “uma Estrela” porque ele brilhará (como um raio) pelo céu, visível a todo o mundo, para ajuntar o povo de Deus da dispersão.”

“…uma vez que o Messias irá reunir os que estão em dispersão pelos quatro cantos do mundo, Ele é referido como uma ‘Estrela’ que atravessa os céus de um final ao outro…” (Comentário de Ramban sobre Números 24:17, Século XIII)

Esse comentário de Ramban está em total conexão com as palavras de Jesus, que descreve a Sua segunda vinda de forma semelhante, e faz uma ligação com a Estrela revelada aos Justos Sábios do Oriente, na Sua primeira vinda:

“Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem”. Mateus 24:27

Um relâmpago que sai do Oriente e se mostra até o Ocidente, ou seja, é a luz no céu, que irá guiar os povos tanto do Oriente, quanto do Ocidente, levando-os à união e reunificação em um só povo.

Assim podemos concluir que o nascimento de Jesus, começou a reunião, e a reunificação do povo de Israel (e do povo de Deus como um todo) em menor grau, ou mesmo apontou/profetizou um evento futuro que ocorrerá em grande escala (na Sua segunda vinda irá terminar a diáspora/reunir todo o povo de Deus em um só corpo).

OS PRESENTES

“e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e mirra.” Mateus 2:11

os presentes dos reis magos Ouro, Incenso e Mirra.

O Messias é Rei e Sacerdote:

O ouro representava o Reinado do Messias – Jesus filho de Davi – e o Seu reino jamais terá fim.

“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Do aumento deste principado e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e no seu reino, para o firmar e o fortificar com juízo e com justiça, desde agora e para sempre; o zelo do Senhor dos Exércitos fará isto.” Isaías 9:6,7

O incenso e a mirra representam o Sacerdócio – O Sacerdote tinha a função de mediar, de trazer os elementos da expiação dos pecados perante o Eterno. Um dos principais elementos que eram usados para a expiação da culpa era o קטרת Ketoret, comumente traduzido como incenso, uma mistura de várias especiarias.

A mirra e o incenso, ou seja, o Ketoret, simbolizava a Oração e a Intercessão do Ministério Sacerdotal de Jesus. Ele é o único Intercessor ao nosso favor. Essa intercessão tem o poder de expiar os pecados do povo:

“E disse Moisés a Arão: Toma o teu incensário, e põe nele fogo do altar, e deita incenso sobre ele, e vai depressa à congregação, e faze expiação por eles; porque grande indignação saiu de diante do Senhor; já começou a praga. E tomou-o Arão, como Moisés tinha falado, e correu ao meio da congregação; e eis que já a praga havia começado entre o povo; e deitou incenso nele, e fez expiação pelo povo. E estava em pé entre os mortos e os vivos; e cessou a praga.” Números 16:46-48

Intercessão de Jesus é contínua:

“E Arão sobre ele queimará o incenso das especiarias; cada manhã, quando puser em ordem as lâmpadas, o queimará. E, acendendo Arão as lâmpadas à tarde, o queimará; este será incenso contínuo perante o Senhor pelas vossas gerações”. Êxodo 30:7-8

Sobre o autor | Website

ישראל סילבה Casado com Ana Paula Curty, papai da Sarah Curty, formado em Hebraico Bíblico, Geografia Bíblica, e Contexto Judaico do Novo Testamento, é Especialista em Estudos da Bíblia Hebraica, certificado pelo Israel Institute of Biblical Studies da Universidade Hebraica de Jerusalém; Apocalipsismo Judaico, pela Keets alMayim.

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  • Gessiica Larceda

    ELOHIM, TRINDADE O PAI O FILHO E O ESPIRITO SANTO, EU VOU PARA O PAI MAS VOS DAREI O CONSOLADOR,,,,,,O NUMERO 4, E 8 SAO IMPORTANTES, NOS SOMOS A QUARTA PESSOA, A TRINDADE,,,,,,ADONAY ,YASHUAU, RUAC……O ESPIRITO SANTO UMA PESSOA QUE NOS CONSOLA, QUE INTERPRETA NOSSAS,,,ORAÇOES CHORO E GEMIDOS,,,,